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08/04/2007 - BESC - ALTERNATIVA VIÁVEL
Já chegou às mãos da comissão que examina alternativas para o Besc um estudo do professor Alcides Abreu. Além de uma inteligência privilegiada, trata-se daquele que preparou os pilares para a fundação do Besc no governo Celso Ramos, há 40 anos.
Na avaliação do professor, o Besc tem duas perspectivas: “Sem compromisso com o passado e o futuro, a venda pura e simples”, com os governos estadual e federal livrando-se do espólio. E uma solução criativa, que passaria pelo surgimento de uma Agência Federal de Desenvolvimento.
Entre as razões relacionadas por Alcides para viabilizar esse encaminhamento, destaque para o fato de Santa Catarina ter participação estratégica no crescimento nacional, como uma das seis maiores economias e o quinto Estado exportador. Em contrapartida, dispõe de apenas 2% do crédito nacional. No contexto do PAC, a União poderia dar “apoio e impulso” ao Estado, a partir da manutenção do Besc, “atribuindo-lhe condições de agência federal”.
Lembrando que só tem desenvolvimento se tiver investimento, e só tem investimento se tiver crédito, ele considera indispensável assegurar “reinvestimento dos lucros do Besc, uso dos recursos do FGTS, lançamento de ações públicas e decisão local de aplicação das verbas”.
Antes do seu encontro com Lula, na quinta-feira, bem que Luiz Henrique poderia chamar Alcides para uma conversa, ou então trocar idéias com os catarinenses que integram a comissão que busca um caminho para o banco.
Agora, se a intenção do governo é só apurar recursos (conta salário, conta fornecedores etc) para cobrir o rombo aberto no primeiro mandato, o melhor é sangrar o Besc, provocando sua venda!
Fonte: A NOTÍCIA
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